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Barra Mansa
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História de Barra Mansa
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Barra Mansa é um município brasileiro situado no sul do estado do Rio de Janeiro, na microrregião do Vale do Paraíba dentro da mesorregião do Sul Fluminense. Localiza-se a uma latitude 22º32'39" sul e a uma longitude 44º10'17" oeste, estando a uma altitude de 381 metros. Sua população estimada em 2008 era de 176.469 habitantes, formando uma conurbação com as cidades de Volta Redonda e Pinheiral com uma população de mais de 450 mil habitantes. Possui uma área de 548,9 km².

Por volta do ano de 1700, chegar a São Paulo era uma tarefa quase impossível, por causa da barreira natural criada pela Serra do Mar. Mas, para que a viagem se tornasse mais rápida, o então governador Luiz Vaía Monteiro ordenou que fosse aberto um caminho através da serra de Itaguaí.

Bandeira de Barra Mansa

Depois de concluído o caminho, várias incursões foram feitas até o rio Paraíba do Sul, mas sem o compromisso de se formar povoados ou vilas. Estas incursões eram quase sempre formadas por aventureiros à procura de ouro ou por caçadores. O primeiro indício de povoamento se deu em 1764 quando Francisco Gonçalves de Carvalho obteve junto ao vice-rei D. Antônio Álvares da Cunha, uma sesmaria para fundar uma fazenda de gado e mantimentos entre o rio Paraíba do Sul e o rio Bananal, exatamente no local onde se encontrava um córrego chamado de Barra Seca ou Barra Mansa.

Em 1765, José Alberto Monteiro também obteve do vice-rei uma sesmaria à margem do Rio Paraíba, onde é hoje Volta Redonda. Com o passar dos anos, estas sesmarias foram mudando de donos, até que, por volta de 1827, chegaram, por herança, às mãos do Coronel Custódio Ferreira Leite, o Barão de Aiuruoca, fundador do município. A partir daí, o local tornou-se ponto obrigatório de passagem de tropas de viajantes a caminho de Brasão de Barra Mansaportos marítimos. Em 1800, nas terras de Henrique Magalhães, bem próximas à foz do rio Barra Mansa, já existia um engenho e uma capela. Aos poucos, um pequeno núcleo populacional começou a surgir e o início do povoamento animou o Coronel Custódio Ferreira Leite, que mandou construir outra capela, à margem direita do Paraíba, também dedicada a São Sebastião, localizava-se quase em frente à Fazenda Ano Bom, na margem oposta do rio.

O pequeno povoado foi crescendo e, em 3 de outubro de 1832, graças a um ofício dirigido à Assembléia Geral Legislativa do Império, foi criada a Vila de São Sebastião de Barra Mansa, passando a fazer parte da vila terras desmembradas das vizinhas Resende, Valença e São João Príncipe. Em 1954, teve emancipado o até então distrito de Santo Antônio de Volta Redonda e em 1991 os distritos de Quatis, Falcão e Ribeirão de São Joaquim.

Política - Legislativo

A Câmara Municipal localiza-se no Palácio Barão de Guapi na rua Custódio Ferreira Leite, Centro.Palácio Barão de Guapi

O decreto que em 3 de outubro de 1832 criou a vila de São Sebastião, institui, em seu artigo terceiro, a Câmara Municipal.

Acumulando nessa época a função de Legislativo e Executivo do município, seus trabalhos foram responsáveis diretos pelo crescimento de Barra Mansa. Seu presidente era sempre o vereador mais votado e a ele cabia executar as deliberações aprovadas pela Câmara Municipal. Um ano após a criação da vila, tomaram posse, para exercer mandato de 1833 a 1837, sete vereadores: Domiciano de Oliveira Arruda, José de Sousa Breves, Padre José Britualdo de Melo, José Bento Ferreira da Silva Guimarães, Joaquim Gomes de Sousa, Manuel de Sousa Azevedo e João Pereira da Cruz.

Até 1836, a Câmara Municipal não possuía prédio próprio, funcionando em uma casa cedida pelo capitão João Pereira da Cruz. Neste mesmo ano, através de recursos obtidos junto à população, foi adquirida uma casa antiga para que nela fossem instaladas a Câmara Municipal e a cadeia.

Remodelado, o prédio só ficou concluído em 1861, tendo como presidente o comendador Joaquim José de Oliveira, o Barão de Guapi. Por ordem do engenheiro da província, Manuel de Frias e Vasconcelos, a casa que abrigava a Câmara recebeu reformas e um grande jardim público foi feito em sua frente. As mudanças feitas em 1870, deram à Câmara de Barra Mansa o título de a melhor de toda a província.

Em 1912, os membros da 23ª Câmara Municipal enviaram ofício ao governo do estado e à assembléia legislativa, pedindo a nomeação de um prefeito para o município de Barra Mansa, abrindo mão de sua responsabilidade administrativa, desde que, em troca, o estado fizesse várias obras no município, entre eles a de saneamento, água e esgoto. Atendendo o pedido, o governo do estado, em 14 de abril de 1914 deu posse ao engenheiro João Luis Ferreira.

O atual presidente é o vereador Luis Baptista de Barros ("Lula"). A câmara municipal está em sua 46ª legislatura e seus atuais vereadores são onze além do presidente: José Abel Mariano ("Zé Abel), Sônia Maria de Camargo Coutinho, José Luiz Vaneli ("Leiteiro"), Cláudio José da Silva Cruz ("Baianinho"), Vicente Carneiro S. Filho ("Vicentinho"), Luiz Antônio Cardoso, Weslei Carlos de Brito ("Weslei da Farmácia"), Elias Barbosa Romeiro ("Elias do Corbama"), César Augusto Guto Nader ("Guto Nader"), José Maurício de Almeida e Marcelo Borges da Silva ("Marcelo Cabeleireiro).

Executivo

O Poder Executivo de Barra Mansa é exercido pelo prefeito José Renato Bruno Carvalho ("Zé Renato"), no seu primeiro mandato (2009 a 2012), e a sua equipe de governo compõe-se da vice-prefeita Ruth Cristina Coutinho Henriques de Lima Rebello ("Ruthinha") e das Secretarias de Governo, Desenvolvimento Rural, Administração e Modernização do Serviço Público, Saúde, Educação, Planejamento e Meio-Ambiente, Ordem Pública, Desenvolvimento Econômico, Promoção Social, Fundação de Cultura, e Esporte e Lazer.

A prefeitura no passado localizava-se no Palácio Barão de Guapi, juntamente com a Câmara Municipal, estando atualmente localizada no Centro Administrativo Prefeito Luis Amaral, no Centro.

Prefeitos

O primeiro prefeito de Barra Mansa foi o engenheiro João Luis Ferreira, nomeado pelo governo fluminense em 14 de abril de 1914. Foram seis os prefeitos nomeados até 1920, quando da criação da lei nº 1670, os prefeitos passaram a ser eleitos para cumprir mandatos de três anos.

O primeiro prefeito eleito foi o coronel Alfredo Dias de Oliveira, que ocupou o cargo de 2 de agosto de 1922 a 23 de agosto de 1923, quando teve seu mandato interrompido em conseqüência de uma intervenção federal no estado.

Com a intervenção, as funções no Executivo passaram a ser exercidas por prefeitos-interventores. Foram dois os prefeitos-interventores, depois mais três prefeitos-eleitos, seguidos de mais doze prefeitos-interventores.

Somente no ano de 1947, Barra Mansa elege novamente seus representantes para o Legislativo e o Executivo. Na época, Flávio de Miranda Gonçalves assume o comando do Executivo do município, para cumprir quatro anos de mandato.

Judiciário

Foi no mesmo ano da instalação da vila de São Sebastião de Barra Mansa, que o Poder Judiciário começou a funcionar no município, tendo como seu primeiro juiz de paz Domingos Rodrigues Viana.

No mês de abril de 1833, foi realizado o primeiro júri em Barra Mansa, que esteve suspenso durante um curto período, voltando a atuar regularmente a partir de 6 de junho de 1835. Os primeiros registros civis de nascimento e óbito começaram a ser feitos em junho de 1851.

A princípio, o responsável por este trabalho era o vigário do município, passando depois a ser responsabilidade do Juiz de Paz. Segundo registros da época, o primeiro juiz de Direito da Comarca foi Eduardo P. de Matos, que exerceu suas atividades de 1874 a 1877.

Atualmente, o Município conta com 4 Varas Cíveis, 2 Varas Criminais, 2 Varas de Família, 1 Juizado Especial Cível, 1 Juizado Especial Criminal e 1 Cartório de Dívida Ativa, cuja competência é concomitante das 3ª e 4ª Varas Cíveis.

Os juízes togados do Município, na atualidade, são:

1ª Vara Cível - juiz em exercício - Dr. Francisco Ferraro Junior
2ª Vara Cível - juiz titular - Dr. Francisco Ferraro Junior
3ª Vara Cível - juiz titular - Dr. Paulo José de Bastos Cosenza
4ª Vara Cível - juiz titular - Drª. Cristiane Tomaz Buosi
1ª Vara Criminal - juiz titular - Drª. Ana Carolina Fucks Anderson Palheiro
2ª Vara Criminal - juiz titular - Dr. Maurício Magnus Ferreira
1ª Vara de Família - juiz titular - Dr. Luiz Cláudio Silva Jardim Marinho
2ª Vara de Família - juiz em exercício - Dr. Maurício Magnus Ferreira
I JECC - juiz titular - Dr. Roberto Henrique dos Reis
I JECRIM - juiz titular - Dr. Maurício Magnus Ferreira

Subdivisões

Barra Mansa é atualmente dividido em seis distritos (freguesias) que se subdividem em mais de 155 bairros:

Distritos

Distrito Sede (dividido em catorze regiões administrativas)
Floriano (antigo Ribeirão da Divisa)
Rialto
Nossa Senhora do Amparo
Antônio Rocha (criado em 1993, antigo bairro Casa Branca)
Santa Rita de Cássia (criado em 2006, área em litígio)

Bairros

O município conta com mais de 155 bairros e(ou) loteamentos oficiais e oficiosos:

Os "bairros oficiais" são os que constam cadastrados na prefeitura e (ou) nos correios, e se incluem no abairramento oficial da prefeitura, (lei complementar n°29 - Anexo I de 26 de dezembro de 2001). Os bairros do abairramento da prefeitura no Distrito Sede são 87 no total, dentro de catorze regiões administrativas.
"bairros que constam nos correios" são os bairros que apenas constam nos Correios como bairros, mais para Prefeitura de Barra Mansa, não são oficiais.
Os "bairros oficiosos" são os bairros que o governo sabe da sua existência, mas por alguma razão, não constam nem em mapas oficiais, nem nos Correios. São pequenos bairros, que são considerados como parte integrante de outro bairro de maior importância, porém alguns tem Associação de Moradores.

Exemplo: O bairro Morro do Cruzeiro é um bairro oficioso, pois não consta no novo abairramento, nem nos Correios. Oficialmente ele é parte do bairro Centro.

No Distrito Sede, os bairros são divididos em dois agrupamentos:
O Perímetro Urbano (Lei Complementar n°6 de 6 de dezembro de 1992) que é dividido em Regiões Administrativas - RA que são 14 no total (Lei n°. 3.064 de 17 de maio de 1999)
A Região Leste é um aglomerado de três Regiões Administrativas (RAs) que se localiza no distrito-sede, são elas: RA V - Vila Elmira, RA VI - Nove de Abril, RA VII - Boa Vista.
E a área rural do distrito-sede, que é a área fora do perímetro urbano.

Geografia

O município de Barra Mansa se estende em uma área de 548,90 km². E fica localizado às margens do Rio Paraíba do Sul, na região fluminense do Médio Vale do Paraíba, entre as Serra do Mar e da Mantiqueira.Mapa de Barra Mansa

Barra Mansa faz divisa com 8 municípios sendo um no estado de São Paulo

Valença - Norte
Quatis - Norte e Oeste
Resende - Oeste
Porto Real - Oeste
Bananal, em São Paulo - Sul
Rio Claro - Sul
Volta Redonda - Leste
Barra do Piraí - Leste
Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a população estimada em 2006 é de 176.151 habitantes.

A maior usina siderúrgica da América Latina, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), está em sua conurbação, localizando-se no município de Volta Redonda.

O município dispõe de uma significativa bacia hidrográfica e é servida pelo mais importante tronco ferroviário do país (MRS Logística e Ferrovia Centro Atlântica). Além disso, conta com excelente sistema rodoviário, que faz a ligação com as principais capitais e cidades da Região Sudeste. A rodovia Presidente Dutra (BR-116) é seu eixo central.

O município goza de uma posição geográfica muito privilegiada, localiza-se há 120 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, 300 quilômetros de São Paulo, 460 quilômetros de Belo Horizonte, 650 quilômetros de Espírito Santo, 85 quilômetros do porto de Angra dos Reis e 90 quilômetros do porto de Sepetiba, no município de Itaguaí.

Topografia

O relevo do município é constituído por planaltos, com altitude média de 381 metros, porém, está média diminui em direção ao Rio Paraíba do Sul, para formar a planície aluvial que é contornada pelo "mar de morros" com nível topográfico mais elevado. O ponto culminante encontra-se a 1.305,15 metros de altitude, na Serra do Rio Bonito (contrafortes da Serra da Mantiqueira), no Distrito de Nossa Senhora do Amparo.

Morros: Palmital, Redondo.

Serras: Rio Bonito, Amparo e Alto da Matuca

Fauna e Flora

Floresta do Cafundó:
Também chamada de Mata do Cafundó. Sua área distribui-se pelos Distritos de Sede, Floriano, e Rialto, e é equivalente a 1% do território do município, sendo um dos remanescentes mais representativos de Mata Atlântica em excelente estado de conservação. Por lei municipal é considerada Área de Preservação Ambiental. Segundo moradores locais ainda podem ser encontrados representantes da fauna ameaçados de extinção, como a suçuarana ou onça-parda (Puma concolor), o caititu (Tayassu tajacu) e várias espécies de aves, além de exuberante flora nativa. Dado o interesse científico desta área, é fundamental que seja designada uma Unidade de Conservação, visto que ainda podem ser encontrados nesta floresta grupos de sagüi-da-serra escuro ou sagüi-do-Vale do Paraíba (Callithrix aurita), espécie das matas do sudeste brasileiro e ameaçado de extinção, devido ao intenso desmatamento ocorrido no Vale do Paraíba, podendo ser esta área um dos últimos remanescentes do vale, onde ela pode ser encontrada.

Mata do Pavão:
Situada no distrito de Rialto, é uma das áreas remanescentes mais representativas da Mata Atlântica e encontra-se em excelente estado de conservação. Segundo moradores locais, ainda podem ser encontrados representantes da fauna ameaçados de extinção, como a onça parda (Felix sussuarana), porco do mato (Cateto), várias espécies de aves, além da exuberante flora nativa.

Floresta da Cicuta:
Uma área ecológica destinada a preservação da fauna, mananciais, vegetação, estudos e recreação. A floresta encontra-se na Fazenda Santa Cecília, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional. A Floresta da Cicuta compreende cerca de 800 hectares, sendo que 85% da floresta está em território barramansense e o restante no município de Volta Redonda.

É um importante remanescente da Mata Atlântica fluminense. Na Floresta de Cicuta é comum a presença de árvores imponentes da Mata Atlântica, como o jequitibá, o pau-ferro, o chichá e a figueira branca, muitas delas tendo de 35 a 40 metros de altura. Em termos de fauna, aparecem aves como o juriti, a rolinha, o joão-de-barro e o tiê-sangue. Dentre os mamíferos destacam-se a paca, a cutia, o caxinguelê, a capivara, o bugio e a jaguatirica, sendo os dois últimos espécies ameaçadas de extinção.

Hidrografia

A estrutura hidrográfica do município é marcada pela presença do Rio Paraíba do Sul drenando vasta região através de uma grande quantidade de rios e córregos espalhados por toda a superfície.

Pela margem direita do Paraíba, os principais afluentes são: Rio do Salto, Rio Bananal, Rio Barra Mansa, Rio Bocaina e os córregos Cotiara e Brandão; pela margem esquerda: Rio Turvo e os córregos Ano Bom e Água Comprida.

Rios e córregos

O principal rio é o Paraíba do Sul é os seu afluentes são pelas margens:

Margem Direita:
Distrito de Floriano: Ribeirão da Divisa (ou da Cachoeira), Córrego Sertãozinho, Córrego Piedade, Rio do Salto, Córrego da Lagoinha, Córrego Pombal, Córrego do Cafundó.

Distrito de Rialto: Córrego do Caracol, Córrego do Cunha, Córrego Quebra-canto, Córrego do Bueno de Cima, Córrego Soledade.

Distrito de Antônio Rocha: Córrego Alfa, Córrego do Jordão, Córrego da Marreca, Córrego Mamona, Córrego do Sertão, Córrego da Floresta, Córrego Serenon, Córrego do Sertão.

Distrito Sede: Córrego do Goiabal, Córrego da Boa Esperança, Córrego Feitoria, Rio Bananal, Rio Bocaina, Córrego Cotiara, Córrego Independência, Córrego Tapir, Rio Carioca ou Antinha, Córrego Beta, Córrego Morro Grande, Rio Barra Mansa, Córrego Coutinho, Córrego Cachoeirinha.

Margem Esquerda:
Distrito Sede: Rio Turvo, Córrego da Represa, Córrego da Laranjeira, Córrego Água Comprida, Córrego Belo Monte, Córrego Santa Rita, Córrego dos Carvalhos, Córrego Santa Luzia, Córrego Pirapitinga, Córrego Santa Rita.

Distrito de Nossa Senhora do Amparo: Rio das Pedras, Córrego Sobradinho, Córrego Bocaina, Córrego São Benedito, Ribeirão do Desembarque ou Marimbondo, Córrego da Casa Branca, Ribeirão Santa Clara, Ribeirão Bom Sucesso, Córrego Jardim.
Outros Rios: Preto, Pavão e Milanez.

Quedas d'água

Do Salto da Lagoinha, com 27 metros de altura, Do Cafundó, do Córrego, do Turvo e Chalé com 25 metros de altura.

Recursos naturais

Areia, Argila, berilo, calcário, dolomita, feldspato, lenhito, mica, floresta primitiva da Mata Atlântica (Mata da Cicuta). São Explorados economicamente a areia, argila, feldspato, gnaisse para brita.

Clima

Mesotérmico, com verões quentes e chuvosos e inverno seco. A umidade relativa do ar varia entre 77% a 69%; a temperatura média encontra-se entre 22,25°C, sendo que as mais baixas registram-se no período de maio a setembro (média mínima de 13,7°C) e as mais altas entre novembro a março (média máxima 29,74°C).

O período de chuvas está entre os meses de outubro a abril com pluviosidade de 1.192,8 mm/ano. A precipitação média anual varia em torno de 1.592,5 mm de chuva, sendo de dezembro a março o período mais chuvoso (média de 247,87 mm/mês) e de maio a setembro o mais seco (média de 36,02 mm/mês). Com relação à insolação, a média mensal é de 156,45 horas. Apresenta extremo máximo mensal de 236,6 horas e extremo mínimo mensal de 99,6 horas. A média diária é de 10,30 horas, sendo seu máximo de 12,1 horas e o mínimo de 7,6 horas.

Economia

Contando com uma ocupação de mão-de-obra de cerca de 15 mil pessoas, o setor industrial apresenta crescimento de micro e pequenas empresas, responsáveis por 60% dos empregos nesta área. Levando-se em conta a proximidade entre os municípios e a facilidade de locomoção criada por estes fatores, o setor industrial da região tornou-se um dos mais importantes do estado do Rio de Janeiro, dados o grande porte das instalações e a conseqüente presença das empresas fornecedoras de insumos, das prestadoras de serviços e das que terceirizam as operações das grandes empresas.

Cafeicultura

A produção de café em nossa região surge no início do século XIX, quando ocorre o esgotamento das reservas de ouro de Minas Gerais e o plantio de cana-de-açúcar sofre sucessivas crises motivadas pelo mercado internacional.

Em Barra Mansa foram encontradas as condições ideais para o cultivo do café: solo fértil, altitude adequada e mão de obra escrava ociosa vinda da mineração. Rapidamente alastrou-se ao longo do vale do Rio Paraíba uma das mais promissoras atividades econômicas do Brasil: o chamado ciclo do café. Ainda em nossos dias podemos encontrar em Barra Mansa a imagem daqueles tempos na presença de antigas fazendas que resistiram ao tempo, integrando um importante acervo arquitetônico que mantém viva a memória histórica de nossa terra. É a casa grande destacando-se na paisagem, fronteira ao terreiro de secagem do café; são as tulhas, os depósitos e as senzalas.

O neoclassicismo, em moda na Europa, vem influenciar tanto a arquitetura da corte quando a das fazendas. Inúmeros são os cômodos das fazendas interligados por corredores. A personalidade sofisticada dos barões refletiu-se nas feições palacianas que davam às suas residências rurais.

A produção regional ganha tal vulto que são necessárias medidas administrativas para atuar na solução dos problemas de exportação de café. O Governo Federal resolve escolher Barra Mansa como pólo de armazenamento e distribuição da produção cafeeira regional, dadas as características locais que facilitavam a implantação da logística necessária à movimentação da produção estocada visando a exportação. Grandes galpões são construídos para abrigar milhares de toneladas de café. A movimentação é intensa, até que no correr da década de 1930, dadas as crises de mercado geradas pela superprodução, o governo vê-se obrigado a modificar os rumos da economia brasileira, de agro–exportadora, passando a urbano-industrial. Merece destaques a tradição de Barra Mansa como centro de distribuição da produção econômica que permanece até hoje.

Olericultura

Apresentando uma expressiva área de produção de olerícolas, o bairro de Santa Rita de Cássia, possui características estritamente agrícolas, destacando-se como maior produtor de folhosas do Sul Fluminense. Com uma ampla base produtiva a comunidade apresenta cerca de 150 produtores em áreas de dimensões variadas. As principais espécies cultivadas são a alface e a couve, mas ainda podemos encontrar cultivos de repolho, brócolis, vagem, quiabo e pimentão. Com a manutenção da estufa chega a produzir 1.800.000 mudas por mês. Uma parcela de 70% é comercializada nos supermercados da região e 30% em feiras livres. Com a expressiva produção anual de 1.173 toneladas tem um rendimento de R$5.278.500,00

Os agricultores de Santa Rita são filiados à APASRRICA (Associação dos produtores de Santa Rita de Cássia), tutora do “Programa Nossa Merenda”, de Barra Mansa e Volta Redonda cujas hortas geram empregos para 650 pessoas.

No Distrito de Amparo existe a APRONAM (Associação dos Produtores de Nossa Senhora do Amparo), voltada para a melhoria da qualidade da produção: eletrificação, estradas, escolas e cursos em conjunto com a EMATER/RJ, Cooperativa Agropecuária de Amparo, Secretaria Municipal de Agricultura e Sindicato Rural. A APRONAM encarrega-se, também, da promoção da Feira da Roça e dos eventos Torneio Leiteiro e Cavalgada.

Bovinocultura

O rebanho bovino conta com cerca de 36.120 cabeças, das quais 28.485 são de leite e 7.675 de corte. Barra Mansa destaca-se como uma das principais bacias leiteiras do sul fluminense, atuando centralizada na pequena e média propriedade familiar. A produção anual de leite atinge 22.500.00 litros, apresentando elevada produtividade por animal, chegando a duas vezes a média nacional. Dentro de sua rede de empresas do setor lácteo, destaca-se a Cooperativa Agropecuária de Nossa Senhora do Amparo, situada no distrito de mesmo nome, operando também com leite oriundo de outros municípios: Quatis, Valença, Barra do Piraí e Volta Redonda.

Bovino de Corte

O município de Barra Mansa não apresenta uma área tão expressiva para a produção de bovino de corte se comparada com áreas tradicionalmente produtoras, mas a partir daí a necessidade de se tornar a exploração de bovinos de corte mais competitiva dentro do mercado de carnes está abrindo uma grande perspectiva para nossa pecuária, a produção de "Novilho Precoce", na qual se busca a redução da idade de abate dos machos bovinos, associada à redução da idade à primeira cria das fêmeas (novilhas) e à redução do intervalo entre os partos das vacas. A produção média de carne é de 512 toneladas/ano.

Defesa Sanitária Animal

O município através da Gerência de Defesa Agropecuária, presta apoio aos pequenas produtores rurais, promovendo campanhas de vacinação de erradicação e controle das principais doenças animais, como aftosa, raiva e brucelose. Abrangendo próximo a 100% da cobertural vacinal.

Inseminação artificial

A inseminação artificial tornou-se uma das mais importantes técnicas disponíveis para o melhoramento genético do gado bovino. O trabalho é desenvolvido por profissionais autônomos sendo também, um serviço prestado pelas cooperativas agropecuárias. No ano de 2001 foram atendidos 28 propriedades, com um total de 921 vacas inseminadas.

Avicultura

A avicultura é uma atividade onde o tamanho da propriedade não é o principal. Pode ser adequada ao espaço disponível, sendo um negócio dinâmico cujos avanços tecnológicos e genéticos surgem cada vez mais rápidos. O desenvolvimento da avicultura no município é atribuído principalmente a uma associação entre genética, nutrição, manejo e sanidade, aliada ao grande interesse do setor avícola em obter melhores índices de produtividade adotando, constantemente, novas tecnologias. Barra Mansa é um importante pólo de criação de frangos de corte. Além de abastecer integralmente o município, produz o suficiente para fornecer aos mercados do Rio de Janeiro e São Paulo. Entre grandes, médios e pequenos criadores, a produção chega próxima a 500 mil cabeças a cada ciclo de engorda. As Fazendas Reunidas Antônio Rocha, situadas em Ataulfo de Paiva, são as principais produtoras avícolas do município, contando com amplos e modernos galpões equipados com ventiladores, alimentadores automáticos, rações próprias, bebedouros modernos e geradores de energia elétrica. Produz, em média, 180.000 cabeças, por ciclo de engorda. O abate, em nível industrial, é centralizado na empresa RICA, sediada no vizinho município de Rio Claro, de onde é exportada a carne para os grandes centros.

Caprinocultura

Em Barra Mansa pelo seu relevo movimentado a Caprinocultura tem sido uma atividade crescente, mesmo que ainda incipiente, apresentando um plantel de animais de alto padrão genético e alta produtividade. A raça predominante é a Saanen. Com um rebanho de 150 cabeças, a produção anual de leite chega a 33.675 litros.

Aqüicultura

A busca por carnes mais saudáveis e nobres, além do crescimento das atividades de lazer tipo “pesque-pague”, está levando a piscicultura a tomar grande impulso no município. A Secretaria de Agricultura de Barra Mansa junto com a EMATER-RJ e o governo do estado, implementaram a extensão do Pólo de Piscicultura do Sul Fluminense aos produtores do município, criando suporte para o desenvolvimento dessas atividades. O programa consiste na construção de tanques, capacitação dos produtores e técnicos e implantação de entreposto para industrialização e comercialização. Abrangerá produtores em toda a extensão do município, tornando-se uma boa alternativa de desenvolvimento econômico. Contando com 6 novos produtores atendidos pelo programa perfazendo uma área de 9.250m² de espelho de água em cultivo. A Fazenda São Lucas do Brandão conta com doze represas que perfazem um total aproximadamente de 8m² de lâmina d'água, cultivando as espécies: carpa, (capim, húngara, espelho, vermelha, cabeça grande), tilápia (nilótica, tailandesa, vermelha sait-peter), traíra, curimbatá, surubim (pintado), piauçu, tambacu, dourado e pacu. Recentemente, no distrito de Amparo, desenvolve-se a implantação de criadouro com certificação nacional, de jacarés de papo amarelo, com as finalidades de comercialização e preservação da espécie.

Eqüinocultura

A Fazenda da Bocaina mantém significativos plantel de cavalos Mangalarga, estando presente nos principais eventos nacionais referentes à raça. O empenho dos proprietários no sentido de manter elevado os padrões genéticos tem sido o principal fator do seu sucesso como importante criatório do Mangalarga na região.

No Haras Paraíso, anexo à Fazenda Paraíso, podem ser encontrados animais das raças Quarto de Milha e Mangalarga. Além das qualidades genéticas dos animais, indispensáveis às suas finalidades (trabalho e esporte), o haras mantém curso de laços e três tambores, oferecendo também, serviços de aluguel de baias e de doma racional.

Setor secundário

Barra Mansa possui um parque industrial forte e diversificado. Contando com uma ocupação de mão-de-obra de cerca de 15 mil pessoas, o setor industrial vem apresentando crescimento de micro e pequenas empresas, que são responsáveis por 60% dos empregos nesta área. No sentido de apoiar essas empresas, existe o Balcão SEBRAE. Instalado na Associação Comercial, atende diariamente cerca de 50 pessoas.

O número de empresas industriais em Barra Mansa chega a 528 unidades.

Setor terciário

Barra Mansa possui um forte e tradicional centro comercial, concentrado principalmente na avenida Joaquim Leite, coração da cidade, possuindo lojas variadas e dois shopping centers. Também há muito movimento em ruas adjacentes, como a avenida Domingos Mariano, famosa por seu comércio moveleiro.

Em alguns bairros despontam áreas comerciais de menor porte, como em Saudade, Ano Bom, Vila Nova e Santa Clara, sendo os dois últimos localizados em pontos periféricos, transformando-se numa opção mais acessível para as populações das áreas afastadas do centro.

Outra atividade que vem crescendo no município é o setor hoteleiro, que ganhou impulso após a criação da Flumisul, Feira Internacional de Negócios do Sul Fluminense. Empresários e representantes de países de todo o mundo vêm até o município para participar da Feira, que, desde sua primeira edição, em 1999, vêm servindo de porta de entrada de investimentos não só para Barra Mansa como toda a região.

Transporte

O município, dispõe de parte significativa da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul e está servida pelo mais importante tronco ferroviário do país. Conta ainda com um excelente sistema rodoviário, que faz as ligações com as principais capitais e cidades do sudeste do Brasil, tendo a Rodovia Presidente Dutra (BR-116) em seu eixo central.

O município é servido por ferrovias e rodovias que permitem a comunicação não só com outros municípios fluminenses, mas também com São Paulo e Minas Gerais. Destacam-se a rodovia Presidente Dutra e a rodovia Lúcio Meira (BR-393), que possibilitam a ligação da região com a BR-040 (Rio-Belo Horizonte). Adicionalmente, a RJ-155, em trecho correspondente à BR-494, acessa Rio Claro e Angra dos Reis, no litoral Sul do Estado.

O principal terminal de ônibus da cidade é a "Rodoviária Comendador Geraldo Osório", localizada no centro da cidade. Por este terminal passam diversas linhas intermunicipais e interestaduais ligando Barra Mansa a outras cidades da região e também às principais capitais do país. Há um projeto para transferir este terminal rodoviário principal para um terreno às margens da Rodovia Presidente Dutra, visando melhorar o fluxo de veículos no centro e atender à demanda de novos itinerários.

Existem no município outros três terminais de ônibus, que atendem às linhas de ônibus urbanos do município, cada um servindo de base operacional para as empresas que operam as linhas municipais, sendo elas:

Viação São João Batista, operando na região à margem esquerda do Rio Paraíba do Sul
Colitur, operando na região situada à direita da Rodovia Presidente Dutra
Auto Comercial de Barra Mansa, operando na região situada entre o Rio Paraíba do Sul e a Rodovia Presidente Dutra

O município também é um importante entroncamento ferroviário, recebendo trilhos das antigas SR-2 e SR-3 da RFFSA, sendo operadas pela Ferrovia Centro Atlântica e pela MRS Logística.

Apesar do município não possuir aeroporto, seu código IATA é "QBN".

Turismo

Fazenda Bocaina - localizada na Estrada Barra Mansa / Bananal, possui arquitetura rural do século XIX. Apresenta um estado de conservação muito bom e um portão de acesso ao jardim, cujo trabalho de serralheria merece destaque.

Fazenda Santo Antônio - construída no início do século XIX, apresenta planta e fachada bem características das fazendas de café. Encontra-se em precário estado de conservação e precisa de obras urgentes de recuperação.

Fazenda da Posse - a primeira construção erguida em Barra Mansa data de 1764. Trata-se de um casarão em estilo colonial, totalmente restaurado, um marco do surgimento do município. Atualmente, funciona como Centro Cultural, abrigando cursos e exposições de arte.

Fazenda Criciúma - a Fazenda foi construída em 1872, pelo fazendeiro de café e empresário, com atividades comerciais na França, Manoel Gomes de Carvalho (Barão do Rio Negro). Criciúma foi uma das mais importantes produtoras de café da região. Ao longo dos anos, a construção histórica sofreu pequenas modificações, mantendo algumas linhas arquitetônicas que lembram o Palácio Rio Negro de Petrópolis.

Fazenda Sant’ana do Turvo - construída em 1826, por Joaquim Manuel de Carvalho (primeiro Barão de Amparo), foi a maior produtora de café na região. Na época, ocupando uma área de 700 alqueires e possuindo 250 escravos, chegou a produzir, anualmente, 180 mil arrobas de café. Em bom estado de conservação, é um dos bons exemplos da arquitetura rural do século XIX, contando com 12 quartos, três salões e outras dependências. Localiza-se no limite com o distrito de Nossa Senhora do Amparo, o que faz com que seja considerada parte daquele distrito.

Fazenda Rochinha - cuidadosamente restaurada, mantém as características da arquitetura do final do século XVIII, quando o chamado estilo colonial marcava as construções rurais. Desde 1902, destaca-se pela excelência de sua cachaça artesanal, ROCHINHA, comercializada em todo o Brasil e com adiantados projetos de exportação.

Fazenda São Lucas Brandão - pertenceu inicialmente ao comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, benfeitor do município que deu início à construção da Câmara Municipal de Barra Mansa. Durante o ciclo do café, destacou-se como uma das principais produtoras da região. Sua sede data do final do século XIX, encontrando-se em bom estado de conservação.

Hotel Fazenda Sertãozinho - oferece suítes, café da manhã, salão de jogos, piscina, sauna, quadras de vôlei e campos de futebol, pesque-pague, passeios a cavalo e caminhadas, comidas típicas caseiras e instalações para festas de confraternização. O acesso é mais fácil pelo Distrito de Rialto.

Fazenda Ribeirão Claro - foi construída em 1845, por João Chrisóstomo de Vargas, no melhor estilo da época. Um imponente solar mantém o traçado e mobiliário originais, conservando sua autenticidade pelas gerações seguintes.

Artesanato Stella Carvalho - construído pela Associação das Damas de Caridade de Amparo, em 1981. Entre seus objetivos estão o incentivo às habilidades artesanais e a facilitação do acesso ao mercado de vendas, cujos resultados revertem para as artesãs, como uma espécie de cooperativa. O projeto foi do Engenheiro Luiz Roberto Correia Reche e mostra uma fachada com esquadria em estilo colonial, mantendo o clima do cenário histórico de Amparo. As colchas de retalhos produzidas pelo artesanato são famosas, conhecidas inclusive em outros países, tornando-se um referencial de Amparo.

Demografia

Entre 1970 e 1980, Barra Mansa apresentou um crescimento populacional de 53,11%, tendo em vista a grande afluência de migrantes provocada pela atividade da CSN.

Esse salto não teve continuidade na década de 80, quando o crescimento foi de 11,36%. Desta vez o resultado foi motivado pela desaceleração do crescimento vegetativo da população brasileira e a retração da economia, o que determinou diminuição da atividade siderúrgica e, conseqüentemente, do fluxo de imigração para a região.

Estima-se em 1,5 milhão de habitantes a população da microrregião abrangida num raio de cem quilômetros, sem considerar as maiores cidades da Baixada Fluminense e a capital.

Educação

Barra Mansa possui um centro de ensino superior, o Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), mantido pela Sobeu - Associação Barramansense de Ensino. O UBM oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento. A instituição possui um campus principal no bairro Centro e outro na Fazenda Santa Cecília "Unidade Cicuta" em uma área entre o município e à cidade vizinha de Volta Redonda.

Na rede pública de ensino médio e fundamental destaca-se o Colégio Estadual Barão de Aiuruoca. Há também diversos colégios e escolas de maior e menor parte espalhados pela cidade, pertencentes tanto ao Município como ao Estado. Na rede particular se destaca o Colégio Verbo Divino.

Energia

O município foi uma das primeiras do sul do estado do Rio de Janeiro a receber canalizações de gás natural, o que popularizou rapidamente o uso do GNV entre os motoristas do município. Hoje, postos de combustível de toda o município oferecem o GNV em suas bombas.

O gás natural também está presente no uso residencial. A CEG, concessionária de distribuição de gás no interior do estado do Rio, instalou dutos pelo centro da cidade e continua a expansão em direção da rede em direção aos bairros, provendo ao município uma rápida transição dos butijões de GLP para o novo sistema.

A rede de energia elétrica de Barra Mansa é operada pela Light. Sua principal subestação é localizada no bairro Estamparia.

Saneamento

O sistema de distribuição de água potável e tratamento de esgoto em Barra Mansa é responsabilidade do SAAE-BM - Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barra Mansa, entidade autárquica ligada à prefeitura. A rede de saneamento de Barra Mansa é encabeçada pela ETA Nova, capaz de processar 1.440 metros cúbicos de água por hora. Esta estação de tratamento de água é localizada em um terreno adjacente ao antigo Quartel do Exército, próximo ao centro da cidade.

O SAAE-BM também é responsável pela coleta de lixo, sendo que atualmente o serviço é operado em regime de concessão pela Vega Engenharia Ambiental.

O saneamento da Região Leste é de responsabilidade do SAAE-VR, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Volta Redonda, através de um convênio.

Saúde

Barra Mansa possui quatro hospitais, todos localizados na área central da cidade. São eles o Hospital Santa Isabel (mantido pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa), o Hospital Santa Maria, o Hospital Menino Jesus de Praga e o Hospital-Maternidade Maria Teresa Sacchi de Moura, sendo o último o único hospital público do município, pertencente à prefeitura.

A rede pública de saúde é formada, além do Hospital Maternidade, de vários centros de referência, unidades de diagnóstico, postos de saúde e laboratórios públicos, além do "Hemonúcleo Municipal".

Há também diversas clínicas e laboratórios particulares na cidade.

Segurança Pública e Defesa Civil - Polícia Militar

O policiamento ostensivo da cidade está a cargo da 2ª Companhia do 28º Batalhão de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (28º BPM/2ªCia), sediada no bairro Vila Nova, que ainda faz a guarda do fórum municipal, entre outros estabelecimentos públicos, controlando também os Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPO) nos bairros de Santa Clara, Santa Rita de Cássia e no distrito de Nossa Senhora do Amparo além de um Posto de Policiamento Móvel (trailler) no bairro da Cotiara, à beira da RJ-157, subordinados a essa Companhia.

O município possui, ainda, um DPO no distrito de Floriano, o qual é subordinado à 3ª Companhia do 28º BPM sediada na cidade de Porto Real.

Corpo de Bombeiros

Ações de salvamento e combate a incêndios e sinistros no município ficam por conta do 7º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (7º GBM), cujo quartel fica no bairro Saudade, e responde ainda pelas atividades de defesa civil nos municípios de Quatis e Rio Claro.

Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro mantém no município a 90ª Delegacia Policial (90ª DP), e a 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (9ª CRPI), ambas funcionando no Centro do município.

Guarda e Defesa Civil Municipais

A prefeitura também possui uma equipe de defesa civil, para monitoramento e auxílio da população em caso de desastres naturais, bem como mantém uma Guarda Municipal, reponsável pela vigia do patrimônio público e organização do trânsito na cidade. O aquartelamento de ambas fica no bairro Roberto Silveira.

Cultura

A cidade de Barra Mansa possui três clubes mais frequentados: Ilha Clube, Clube Municipal e Azteca. O primeiro está localizado no bairro do Ano Bom, e recebe esse nome, por se localizar numa espécie de ilha. Para chegar ao clube, é necessário atravessar uma pequena ponte que atravessa o Rio Paraíba do Sul. Já o Clube Municipal está localizado no centro da cidade, próximo à Câmara e ao Jardim das Preguiças. O terceiro - Azteca Clube - fica na Vila Nova, e é famoso por reunir jovens ao som do funk carioca.

Já o SESC de Barra Mansa, também no Ano Bom, além de atrair moradores, desperta o interesse de cidades vizinhas com uma intensa agenda de atividades, incluindo esportes, peças teatrais, exposições fotográficas. Há menos de dois anos, o SESC Barra Mansa entrou na rota dos shows, antes mais dirigidos às unidades da capital fluminense. Essas apresentações acontecem no teatro externo, que é coberto por uma lona de circo.

Esporte

Barra Mansa Futebol Clube
Esporte Clube Siderantim
Associação Atlética Barbará
Associação Atlética Votorantim
Minas Futebol Clube

Religião

Igreja do Divino Espírito Santo - sua construção foi iniciada em 1833 e concluída 54 anos mais tarde. No local havia uma capela e, desde essa data, vem recebendo reparos e reformas que, possivelmente, podem ter alterado as linhas arquitetônicas da fachada. O interior conserva o traçado original.

Igreja Nossa Senhora do Amparo - construída por iniciativa do Visconde do Rio Bonito, então Presidente da Província do Rio de Janeiro, sua fachada elegante e sem excessos de adornos é um bom exemplo da arquitetura neoclássica religiosa. O prédio mantém-se em bom estado de conservação e não sofreu nenhuma alteração interna ou externa.

Imprensa

Os dois jornais diários regionais que circulam em Barra Mansa são:

Diário do Vale e A Voz da Cidade.

As principais emissoras de rádio de Barra Mansa são:

Rádio do Comércio, AM, 1450 kHz
Rádio Sul Fluminense , AM, 1390 kHz
Rádio Sul Fluminense FM, 96,1 MHz
Rádio Sociedade, FM, 104,1 MHz

As três últimas fazem parte do Sistema Sul Fluminense de Comunicação, pertencente ao empresário Féres Nader. Também já fez parte do grupo a TV Sul Fluminense, filiada à Rede Bandeirantes. A emissora foi vendida ao empresário Domingo Alzugarray, proprietário da Editora Três, que por sua vez a revendeu à Rede Bandeirantes, tendo a emissora adotado o nome de Band Barra Mansa. No município também existem várias emissoras de rádio comunitárias, de menor porte.

Culinária

Seguindo a história da sua formação e do seu povo, a culinária do município é predominantemente mineira. O feijão consumido é preto, o que difere da população paulista, por exemplo. E sua vocação natural para a agropecuária também leva ao barramansense boas opções de queijos, leite e demais laticínios.

A Cooperativa Agropecuária de Barra Mansa, é a maior em processamento e transformação de leite e derivados do estado do Rio de Janeiro seus produtos são famosos em outros mercados, com a estampa da vaquinha, o logotipo da cooperativa.

Carnaval

Desde a década de 1920 ocorrem manifestações de cunho carnavalesco no município, com a apresentação de diversas escolas de samba, blocos de rua e bailes de carnaval.

Após um breve período de declínio, o carnaval de Barra Mansa vem se recuperando nos últimos anos. A festa foi transferida das ruas do centro para o Parque da cidade, onde há mais espaço disponível e conforto para a realização dos desfiles e de bailes populares.

Além dos Blocos e Escolas, merece menção o tradicional Bloco do Boi, formado por moradores do bairro Roberto Silveira, onde anualmente pessoas fantasiadas de bovinos vão às ruas simular touros indomados, fazendo a alegria das crianças.

Festas religiosas

As principais manifestações religiosas do município ocorrem na comemoração das datas de São Sebastião (padroeiro do município), Santo Antônio (padroeiro do bairro Saudade) e de Nossa Senhora Aparecida.

A Festa de São Sebastião envolve uma série de eventos que antecedem o dia do padroeiro, como o leilão de gado, a Cavalgada de São Sebastião, a Corrida Rústica de São Sebastião e a tradicional quermesse nas ruas do centro, sempre animadas por músicos da região. No dia 20 de janeiro, dia do Padroeiro, há uma grande missa celebrada na Igreja Matriz, seguida de uma procissão composta por milhares de devotos.

A Festa de Santo Antônio, no bairro Saudade, também possui uma extensa programação social e religiosa, contando com uma animada quermesse, missa e procissão pelas ruas do bairro.

Todos os anos, no dia de Nossa Senhora Aparecida, é organizada a tradicional Procissão Fluvial. A imagem é levada do centro do município em carreata até o bairro Vila Maria, é colocada em um barco e desce em caravana pelo Rio Paraíba do Sul até o centro do município, onde segue em procissão a pé até a Igreja Matriz.

Também é importante lembrar a tradicional encenação da Paixão de Cristo no distrito de Rialto, organizada por moradores locais.

Lazer

O bairro do município onde há mais opções para o barramansense fazer seu happy-hour é o Ano Bom, que possui uma série de bares assiduamente frequentado pelos moradores de bairros adjacentes. Também há um grande número de bares no entorno do UBM, frequentados principalmente pelos universitários.

Aos domingos, é promovida extensa programação cultural nos entornos do Parque Centenário, onde apresentam-se bandas, fanfarras e corais, complementados por feiras de artesanato e atividades infantis.

Durante o ano, são realizados diversos eventos no município, a destacar:

Exposição Agropecuária de Barra Mansa
Feira da Esperança, em prol da APAE local
Festejos do aniversário do município, com desfile cívico e outras atividades
Eventos Pré-Natalinos

Conforme citado em tópicos anteriores, há também o Carnaval e as festas de São Sebastião e Santo Antônio. Existem outras festas menores de santos padroeiros pelos bairros e distritos, além de feiras da roça e torneios agropecuários.

Linguagem

A língua oficial falada no município de Barra Mansa é o português, trazida pelos colonizadores lusitanos. Esta língua é falada nos seis distritos, e é também ensinada nas escolas. O latim já foi ensinado nos colégios, mas hoje não mais. São ensinados atualmente nas escolas de Ensino Fundamental e Médio o inglês, com maior freqüência, e o castelhano. Em escolas especializadas de idiomas são ensinados também o francês, alemão, italiano e o japonês.

Sotaque

A história diz que Barra Mansa tem, dentre os seus primeiros habitantes, os tropeiros que desbravavam o Brasil nas rotas entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais durante o Ciclo do Café — período em que o Vale de Paraíba teve grande participação. Muitos deles, vindos de Minas Gerais, ficaram no município e contribuíram para a formação da cultura local e seu sotaque. Diferentemente de outras cidades fluminenses, o cidadão de Barra Mansa fora de seu "terreno" é, na capital, confundido com mineiro; já no estado de São Paulo ou de Minas Gerais, supõem-no carioca. Na verdade, o barra-mansense carrega um sotaque intermediário, muito próximo ao que se chama "pronúncia padrão": apesar do leve cantar em sua fala, o "s" antes de consoante ou em posição final é sibilado e não chiado como na pronúncia carioca, o "r" forte é uvular e nunca retroflexo e as vogais não são exageradamente abertas. Assim, pode-se dizer que sintetiza o modo de falar do povo do sul-fluminense.

Arquitetura

A primeira construção do município, a Fazenda da Posse, por muito tempo esteve entregue ao abandono, mas hoje a edificação foi restaurada e é sede de um centro cultural. A antiga estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, inaugurada em 1871 pela Princesa Isabel e pelo Conde D'Eu, que quase desabou após um incêndio, foi recuperada e hoje abriga os acervos da Biblioteca Municipal.

O Palácio Barão de Guapi, hoje é sede da Câmara de Vereadores, e seu jardim se transformou no Parque Centenário, denominado também como Jardim das Preguiças devido à abundância do mamífero conhecido como bicho-preguiça em suas árvores.

A Igreja Matriz de São Sebastião, marco zero do pequeno povoado que daria origem à cidade, fica defronte à Praça Ponce de Leon. A Igreja Matriz foi agraciada com um sistema de iluminação artística, graças a um convênio entre a Prefeitura e a Eletrobrás. Outro cartão postal do município que foi remodelado graças à iluminação especial foi a Ponte dos Arcos, que liga o centro ao bairro Ano Bom.

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